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Thursday, May 25, 2017

Superstore na Fox Comedy




Entre as séries que estrearam recentemente encontramos “Superstore”, a passar todos os dias na Fox Comedy, uma sitcom que acompanha o dia-a-dia de um grupo de funcionários que trabalham numa grande loja de uma cadeia americana. A série, que já vai na sua terceira temporada, é uma produção das The District, Spitzer Holding Company e Universal Television interpretada por America Ferrera (a super vedeta de Ugly Betty e que é também produtora deste Superstore, com a qual ganhou o Prémio Gracie Allen 2017 como Outstanding Female Actor in a Leading Role in a Comedy or Musical), Ben Feldman, Lauren Ash, Colton Dunn (argumentista de televisão para Key and Peele, MADtv e The Arsenio Hall Show), Nico Santos, Mark McKinney (um clássico do Saturday Night Live da década de 90), Nichole Bloom ou Kaliko Kauahi que fazem parte no núcleo central desta série passada dentro de uma superfície comercial tipicamente americana. 


Superstore tem a força e o ritmo que lhe são inseridas pelo seu criador (e um dos argumentistas) Justin Spitzer, que era também um dos produtores e argumentistas da versão norte-americana do The Office, e é visível em Superstore esse conceito das grandes instituições americanas, talvez uma visão um pouco Frederick Wisemaniana em versão de sitcom. O elenco suporta brilhantemente a série e as situações que ela cria, num ambiente de trabalho e de grupo que nos chega de forma extraordinária, talvez mesmo por isso a série tenha sido nomeada pela Casting Society of America, para o Prémio de Outstanding Achievement in Casting - Television Pilot and First Season – Comedy.  A cenografia da série é igualmente extraordinária sem deixar escapar um único pormenor.

Uma das coisas que mais faz resultar o humor em Superstore (o que também acontecia com The Office) é a sensação de rotina, de tédio constante que se tem no dia-a-dia ao entrar e sair de um trabalho como este, todos os dias são iguais debaixo da luz fluorescente e entre as filas e filas de prateleiras, como tal é necessário ser criativo e fazer alguma coisa diferente para passar o tempo. As férias passam, acontecem eleições, os jogos olímpicos, nascem crianças, acabam relações, mas uma coisa é garantida, o tédio é sempre o mesmo e é isso que este grupo tem de combater. E conseguem fazê-lo, sempre! Sobretudo nos finais das temporadas que são sempre surpreendentes e nos deixam a pensar em como é que irão conseguir ultrapassar mais este contratempo...





Thursday, September 08, 2016

“Stranger Things”, o regresso da aventura





Ainda há pouco tempo me queixava que tinha saudades do bom cinema de aventuras de Steven Spielberg, Chris Columbus, Richard Donner, Joe Dante, George Lucas e mais uma mão cheia deles, estão-me a cansar as histórias sem humanização dentro, e eis que aparece “Stranger Things”. 

A série de oito episódios, que está disponível na Netflix e que já anuncia a sua segunda temporada para 2017, é uma criação de Ross e Matt Duffer, os Duffer Brothers, que antes tinham escrito e realizado alguns episódios de “Wayward Pines” e o filme “Hidden”, para além de quatro curtas-metragens. 

“Stranger Things” passa-se em 1983 na pequena cidade americana de Hawkins e é uma recriação notável do tempo em que os telefones eram de disco, os rádios funcionavam a corrente ou pilhas, havia cassetes áudio e faziam-se “mix tapes”, jogavam-se jogos de tabuleiro, havia tempo para brincar na rua, correr de bicicleta e a série dá isso de forma extraordinária casando-o com um mundo de ficção científica e de suspense que se mantém de episódio para episódio (só perdendo ligeiramente a força no sétimo) e agarrando-nos como há muito tempo poucas séries o conseguiam fazer. 

 O elenco tem elementos muito fortes, sendo encabeçado por Winona Ryder como Joyce Byers uma mãe desesperada na procura do seu filho desaparecido, Winona mantém a coerência do seu papel ao longo de toda a série o que, tendo em conta algumas das cenas difíceis que tem de fazer em que está sozinha, é de se lhe tirar o chapéu, e não podemos deixar de nos lembrar de “Beetlejuice”. 
David Harbour que interpreta o chefe de polícia Jim Hopper é absolutamente notável no papel de durão e juntamente com Millie Bobby Brown as duas grandes presenças na série. Millie Bobby Brown é a Eleven, uma interpretação extraordinária sendo que é uma das âncoras da série e que se não fosse tão bem interpretado destruiria por completo a história. 
Outra coisa muito bem conseguida é o restante elenco infantil: Finn Wolfhard, Gaten Matarazzo, Caleb McLaughlin e Charlie Heaton que são muitos bons actores mas mais do que isso, dão-nos uma outra visão do típico grupo de amigos do filme norte-americano, nenhum deles é aquilo que seria de esperar, falam uns com os outros sobre tudo e mais alguma coisa, brincam, discutem e são amigos e “os amigos não mentem” 

É claro que a série tem uma quantidade de referências (como se pode ver no vídeo abaixo) e há quem diga que “Stranger Things” não é mais do que uma amalgama de ideias, mas não me parece que seja apenas isso, “Stranger Things” é, sem dúvida, uma série de entretenimento “mainstream”, que toca em personagens tipo e temas convencionais destes géneros, como por exemplo os pais e filhos que se afastam e não se ouvem ou as relações amorosas e as “primeiras vezes”, mas tudo isso vem num embrulho bem feito, bem escrito, bem representado e a não querer enganar ninguém e não querendo ser nada mais do que isso mesmo. 


References to 70-80's movies in Stranger Things from Ulysse Thevenon on Vimeo.